quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Ato em Portugal solidariza-se com moradores de Pinheirinho


Um grupo de sindicalistas portugueses e estudantes brasileiros concentrou-se no dia 1 de Fevereiro em frente ao Consulado do Brasil em Lisboa para protestar contra a desocupação de Pinheirinho, no Brasil. Durante a manifestação, João Pascoal, coordenador da Comissão Trabalhadores do Banco Santander Totta, e Marcelo Valadares, estudante brasileiro da Universidade de Coimbra, entregaram ao cônsul-geral do Brasil em Portugal, Renan Paes Barreto, um abaixo-assinado a pedir à presidente Dilma Rousseff que devolva o terreno de Pinheirinho às famílias que ali moravam. Também foi entregue ao cônsul-geral o “Manifesto em prol das comunidades desalojadas no Brasil e contra a violência das instâncias governamentais e privadas”.
“Repudiamos a desocupação de Pinheirinho e a violência contra a sua população” é o título do texto assinado por vários sindicalistas e personalidades, como Teresa Alpuim, diretora do Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESUP), Carlos Viana, presidente da Casa do Brasil de Lisboa, António Louçã, da Comissão de Trabalhadores da RTP, Daniel Oliveira, comentador político, Elsa Sertório, do Comité de Solidariedade com a Palestina, Lina Pereira, da Subcomissão de Trabalhadores dos Correios, e Vasco Santos, DR Braga do Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Norte.
O abaixo-assinado, conclui: “Nós abaixo-assinados manifestamos a nossa indignação diante de métodos que contrariam os mais elementares direitos humanos, entre os quais o direito à moradia. Estamos solidários com a população de Pinheirinho e apoiamos o movimento que no Brasil e em outros países está a desenvolver-se para que uma solução digna seja encontrada para estas famílias. Pedimos ao Governo Federal, em especial à presidente Dilma Rousseff, que devolva o terreno às famílias que nos últimos oito anos nele construíram um bairro e uma vida! ”
No Manifesto distribuído pelos estudantes universitários brasileiros que participaram da concentração são denunciados também outros desalojamentos ocorridos no Brasil. “O que se tem assistido na comunidade de Pinheirinho, na Cracolândia, em São Paulo, e em diversos outros processos de desocupação no território brasileiro evidencia-se como um elaborado jogo de interesses e lobbies que privilegiam a apropriação de terrenos ocupados por comunidades inteiras para fins comerciais, muitos deles destinados para a Copa do Mundo de 2014 e para os Jogos Olímpicos de 2016, em detrimento do bem-estar da população”, denuncia o manifesto.
No Facebook, brasileiros a viver no estrangeiro criaram a página “Pinheirinho Mundo Afora”, onde são divulgadas as iniciativas de solidariedade com os moradores de Pinheirinho organizadas no Brasil e em outros países.
Durante o ato foram exibidos vários cartazes a criticar a desocupação do Pinheirinho e uma faixa de solidariedade com os seus moradores assinada pela sessão portuguesa da Liga Internacional dos Trabalhadores – Quarta Internacional (LIT-QI). Cópias do manifesto e do abaixo-assinado foram entregues à população.

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